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| Selecção de Agosto |
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| Quinta de Macedos 2005 |
Bebem-se os vinhos da Quinta de Macedos e percebe-se de imediato o Douro no seu estado mais puro, a imponência da denominação, a rudeza e monumentalidade que caracterizam a região... e também este Quinta de Macedos, um vinho quase selvagem na entrega e entusiasmo com que descreve o terroir tão peculiar das margens do rio Torto. Nasce das mãos, da inspiração e, sobretudo, da paixão de Paul Reynolds, um homem que nasceu no vinho, herdeiro da tradição da família Reynolds do Mouchão, que, por razões circunstanciais, viveu a vida adulta afastado do vinho e de Portugal... e que em boa hora decidiu abdicar de uma carreira profissional de sucesso para regressar ao vinho, para regressar às origens, projectando de raiz os vinhos da Quinta de Macedos.
Começou do nada, sem vinhas nem experiência de adega, para além da vivência que tinha sentido no Mouchão enquanto criança, mas decidiu que iria fazer tudo sozinho, sem pressa, metendo as mãos na massa, sem delegar a empreitada em terceiros, compondo os vinhos à sua medida. Estudou muito, viajou muito, frequentou enologia durante dois anos, e começou a procurar uma vinha especial no Douro e Dão, as regiões que à partida mais o entusiasmavam. E foi no Douro que descobriu uma vinha muito velha no rio Torto, longe de tudo e de todos, dividida em dois talhões de 90 e 60 anos, uma pequena quinta que o encantou de imediato. Foi tiro e queda! Pouco tempo depois fazia já a primeira vindima, o seu primeiro vinho, à sua maneira, subvertendo por inteiro a racionalidade científica do que lhe tida sido doutrinado pela formação enológica... de filosofia novo mundo. E assim se mantém até hoje!
Nem hesitou em render-se à tradição duriense dos vinhos em lagar, com pisa a pé, e sempre fez assim os seus vinhos, com leveduras naturais e autóctones, praticando uma agricultura biológica de que não faz alarde. Este, de 2005, é um vinho gigante e encorpado, autêntico, com um tremendo potencial de guarda, espelho fiel das vinhas quase centenárias onde nasceu. |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Vinhas velhas misturadas com 60 e 90 anos |
| Estágio: |
24 meses em barricas novas de carvalho francês Allier |
| Teor Alcoólico: |
14,5% |
| Produção: |
3.750 garrafas |
| Enólogo: |
Paul Reynolds |
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O nosso Preço: 2 x 26,50 EUR
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| Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2008 |
Os anos seguem-se, as vindimas sucedem-se, e a Quinta do Crasto permanece quase imperial na lista dos melhores produtores portugueses, insistindo em aprontar vinhos de qualidade irrepreensível, vinhos monumentais que impressionam pela amplitude e grandeza, mas também pela elegância e harmonia. De entre todos os vinhos da casa, incluindo no rol as expressões mais sublimes e transcendentes das duas vinhas mais velhas da Quinta do Crasto, os célebres Vinha Maria Teresa e Vinha da Ponte, editados unicamente nos anos considerados excepcionais, sempre foram os Reserva Vinhas Velhas que mais nos impressionaram. Pela qualidade intrínseca, suficiente para a colheita 2005 ter sido considerada, pela prestigiada revista norte americana Wine Spectator, a principal referência do universo dos vinhos, como o terceiro melhor vinho do mundo do ano 2007, mas também pela consistência e pelo preço mais que razoável que o situam como uma das melhores relações qualidade/preço do mercado nacional. Mas um outro atributo ressalta entre os seus inúmeros predicados, a competência rara na denominação para conseguir produzir cerca de 110.000 garrafas deste Reserva Vinhas Velhas, quebrando desta forma o círculo vicioso que continua a aprisionar o Douro, impedindo-o de conciliar qualidade muito elevada com produções consentâneas.
E a verdade é que esta edição de 2008 se situa num patamar francamente elevado, ainda mais expressivo que em colheitas anteriores, oferecendo uma graciosidade e vigor que o colocam muito acima da classe. Claro, será fácil de imaginar que para tal circunstância não terá sido indiferente a decisão da casa de, em 2008, e ao contrário do que tem sucedido em anos anteriores, não engarrafar separadamente nem o Vinha da Ponte nem o Maria Teresa... que, como se adivinha, acabaram por vir consolidar e abrilhantar este lote, brindando-o com uma complexidade e maturidade que há muito não lhe encontrávamos. Uma colheita a não perder! |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Vinhas velhas misturadas com uma idade média superior a 70 anos |
| Estágio: |
16 meses em barricas de carvalho francês (85%) e americano (15%) |
| Teor Alcoólico: |
14% |
| Produção: |
105.000 garrafas e 1.500 magnum |
| Enólogo: |
Manuel Lobo e Dominic Morris |
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O nosso Preço: 2 x 29,90 EUR
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| Casal Figueira António 2009 |
Orgulhamo-nos de poder apresentar este vinho branco tão carregado de emoções, transbordante de coragem e dedicação, numa homenagem sentida a um homem que fez do vinho a sua vida e a sua paixão, António Carvalho.
Desde o primeiro instante sempre acarinhámos os vinhos brancos de Casal Figueira, detentores de uma identidade sólida e consistente, feitos sempre à imagem da terra, afastados da mão humana, de qualquer intervenção mais agressiva na adega. António Carvalho sempre insistiu, muito antes de a expressão começar a ser banalizada, que o seu vinho se fazia na vinha... e que a sua vida era a vinha, montado no seu velho tractor, sentindo o pulsar da terra de uma forma tão particular que o conduziu, sem alarido, a converter-se às práticas da agricultura biodinâmica. Forçado pelas circunstâncias a uma mudança radical de rumo, abandonando as vinhas da família em A-dos-Cunhados para se dedicar de corpo e alma a uma vinha branca muito velha, da desprezada casta Vital, situada em plena encosta da Serra de Montejunto, António Carvalho andava feliz com a descoberta de uma zona próxima da sua infância que lhe parecia reunir um potencial tremendo. Tudo parecia correr pelo melhor na vida renovada de Casal Figueira até que, há pouco mais de um ano, amargámos abruptamente com a trágica e brutal notícia da morte súbita de António Carvalho, em plena vindima, com o vinho ainda a borbulhar e fermentar na adega. Parecia que o fim estava determinado.
Por isso, quando um pouco mais tarde recebemos um telefonema da Marta, a mulher de António Carvalho, a anunciar que tinha conseguido encontrar forças para continuar o trabalho de António Carvalho, consumando a fermentação e posterior estágio com a ajuda de uns amigos, ficámos logo cheios de curiosidade. Bastou provar o vinho para logo lhe encontrarmos todas as virtudes que o marcaram no passado, compreendendo de forma concludente que António Carvalho sempre disse a verdade quando afirmava que os seus vinhos sempre foram feitos na vinha... |
Características
| Região: |
Lisboa |
| Castas: |
Vinha muito velha de Vital |
| Vinificação: |
12,5% |
| Enólogo: |
Marta e amigos do António |
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O nosso Preço: 1 x 13,70 EUR
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| Tiara 2009 |
Durante anos sempre que começávamos a falar de vinhos brancos logo a conversa azedava, certos pela convicção que Portugal não teria clima e castas adequadas para elaborar bons vinhos brancos. Depois, quase sem aviso, os mesmos vinhos brancos começaram a entrar no coração dos portugueses, criando uma moda que hoje continua a seguir de vento em popa. Os primeiros passos ainda foram dolorosos, quando a maioria dos produtores começou a querer mostrar vinhos brancos robustos e monstruosos, na direcção dos vinhos tintos pujantes que por essa altura encantavam a larga maioria dos enófilos. Exagerou-se na madeira, no peso e na extracção, consagrando um conjunto de vinhos brancos pesados e musculados, como se esse fosse o único caminho possível. Com o tempo e a experiência acumulada, começaram a despontar os vinhos brancos finos e elegantes, num registo competente mas quase sempre corpulento.
Por isso o Tiara sobressaltou tanto quando nasceu, envolto num enquadramento novo, mais suave e delicado, mais mineral e solto, mais límpido e fresco, encarnando um estilo pouco habitual em Portugal e no Douro, semelhante em tudo aos vinhos brancos de latitudes situadas muito mais a Norte. O que Dirk Niepoort cedo percebeu foi que a frescura podia ser captada nos montes, nas vinhas mais altas de denominação, lá nos altos, independentemente das castas por lá plantadas. Porque para Dirk Niepoort, muito mais importante que a utilização de algumas castas em particular, é o terroir, a localização e a idade da vinha que determinam a qualidade final e o espírito do vinho.
Por isso este Tiara nasce de vinhas velhas e muito velhas, algumas já centenárias, situadas a altitudes consideráveis, até aos 650 metros, sem o sufoco da madeira que pode oprimir tantos vinhos. E esta edição de 2009 mostra isso como poucas, com uma frescura e complexidade assinaláveis que se descobrem facilmente quando a garrafa se esvazia tão, mas tão, tão... depressa! Que melhor elogio para um vinho? |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Codega, Rabigato, Donzelinho, Viosinho, Cercial e outras |
| Estágio: |
8 meses em cubas de inox |
| Teor Alcoólico: |
12,9% |
| Produção: |
19.219 garrafas |
| Enólogo: |
Dirk Niepoort e Luis Seabra |
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O nosso Preço: 1 x 18,50 EUR
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Selecção de Agosto - 6 Garrafas |
| Produto |
O nosso Preço |
| Quinta de Macedos 2005 |
2 x 26,50 EUR |
| Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2008 |
2 x 29,90 EUR |
| Casal Figueira António 2009 |
1 x 13,70 EUR |
| Tiara 2009 |
1 x 18,50 EUR |
| Totais: |
145,00 EUR |
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